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Podemos Explorar os Oceanos de Forma Inteligente?

Publicado originalmente em: Motherboard, 10/03/2015.

Os oceanos tornam toda a vida na Terra possível, mas tocamos pouco mais do que sua superfície. Os humanos exploraram aproximadamente apenas 5% de toda a área do oceano, de acordo com a ​Administração Atmosférica e Oceânica Nacional dos EUA. Os 95% restantes podem conter um enorme potencial não apenas para entendermos melhor o clima de nosso planeta como também a sua história, mas, potencialmente, criarmos novos avanços em energia e medicina.

7 LabmonIOAo mesmo tempo sabemos que a atividade humana está mudando os oceanos – frequentemente para pior. A pesca excessiva, a poluição, o tráfego de embarcações e outros fatores resultaram na destruição dos habitats e formas de vida marinhas. Se queremos poder explorar tudo o que este rico e incrivelmente diverso mundo líquido pode oferecer, temos também de aprender a ter uma melhor relação com ele. Um punhado de novas ferramentas especializadas e tecnologias estão contribuindo para este esforço – e algumas delas estão destacadas neste vídeo da Fábrica de Invenções da GE.

Conservar nosso oceano e explorá-lo ainda mais são esforços conjuntos. Se mais pessoas enxergarem o oceano como uma parte integral e valiosa da vida na Terra, mais fácil será para que pesquisadores consigam apoio financeiro para inciativas referentes à sua conservação e exploração. É por isto que esforços como o projeto do ​Street View submarino do Google são tão importantes. Uma versão marítima das agora onipresentes imagens interativas de ruas do mundo todo – que podem ser encontradas no Google Maps –, o Street View submarino do Google foi ​anunciado em 2012, oferecendo vistas das Grande Barreiras de Corais australiana, da ilha Apo nas Filipinas, assim como da Baía de Hanauma e da cratera Molokini nas ilhas havaianas de Oahu e Maui, respectivamente.

O Google fez uma parceria com o Catlin Seaview Survey, uma iniciativa de conservação e exploração financiado pelo gigante em pesquisas Catlin, baseado nas Bermudas. Para capturar as imagens panorâmicas destes belos ambientes subaquáticos, o Catlin e o Google desenvolveram uma câmera especial, a Seaview SVII-S, uma haste conectada a um globo flutuante com câmeras à prova d’água estrategicamente instaladas. A câmera tira fotos de 360 graus a cada 3 segundos e foi feita para ser operada por um mergulhador através do uso da interface de um tablet Android. O time da Catlin Seaview Survey também conta com veículos de operação remota submarina, que podem chegar à profundidades que nenhum mergulhador humano é capaz de alcançar.

Outras companhias também estão desenvolvendo tecnologia para explorar as partes mais profundas e misteriosas do oceano. A GE, por exemplo, está focada no desenvolvimento de ​tecnologias para extração de petróleo e gás do pré-sal, no fund​o do mar. Para conhecermos os oceanos de forma mais inteligente e eficaz, tais tecnologias contam com desenvolvimento de novos materiais para resistir a profundidades ainda maiores, como explica no episódio Marcelo Andreotti, Cientista do novo Centro de Pesquisas da GE no Brasil. Assim, unindo tecnologia e inteligência, nossos avanços poderão nos fazer entender melhor os oceanos e desenvolver a Terra de maneira mais sustentável.

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